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Fissura Anal

Tratamento clínico e cirúrgico para alívio da dor e cicatrização

Sobre a condição

A fissura anal é uma pequena laceração no revestimento do canal anal que pode causar dor intensa durante e após a evacuação, às vezes acompanhada de pequeno sangramento. É uma condição incômoda, mas com opções de tratamento eficazes disponíveis.

Como tratamos

A fissura pode ser aguda (menos de 6 semanas) ou crônica. A fissura aguda tem alto potencial de cicatrização com tratamento clínico. A crônica frequentemente necessita de procedimento para relaxar o esfíncter e permitir a cicatrização.

  • Pomadas anestésicas e anti-inflamatórias para alívio imediato
  • Pomada de nitroglicerina (gliceril trinitrato) ou bloqueadores de canais de cálcio como diltiazem tópico (visam ao relaxamento do esfíncter)
  • Injeção de toxina botulínica — procedimento ambulatorial de curta duração
  • Esfincterotomia lateral interna — cirurgia com bons resultados descritos na literatura
  • Orientação sobre dieta e hábitos para prevenir recorrência

Quando buscar atendimento?

Não tente tratar sozinho por muito tempo. Se a dor persistir por mais de 2-3 semanas com pomadas comuns, procure um especialista. Há tratamentos muito eficazes — e quanto mais cedo, mais rápida a cicatrização.

Perguntas frequentes

A fissura anal tem cura?

Sim, a grande maioria cura com tratamento adequado. A fissura aguda pode cicatrizar com tratamento clínico em semanas. A crônica responde muito bem à toxina botulínica ou esfincterotomia.

A injeção de toxina botulínica dói?

O procedimento é realizado com anestesia local e tem curta duração. O desconforto costuma ser mínimo. A resposta clínica varia entre os pacientes — a Dra. Fernanda orienta sobre o que esperar em cada caso.

Pode voltar após a cirurgia?

Estudos indicam que a esfincterotomia lateral interna apresenta taxa de recorrência baixa. Com a manutenção de hábitos intestinais adequados, a fissura tende a não recorrer — embora cada caso seja individual.

Conteúdo de caráter informativo e educacional. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico individualizado. Em caso de sintomas, procure avaliação médica. Dra. Fernanda Garrat — CRM-RJ 52.120556-0 · RQE 37260 · 47215.

Sinais de alerta

  • Dor intensa durante e após a evacuação (pode durar horas)
  • Sangramento de pequena quantidade (sangue vivo no papel)
  • Espasmo do esfíncter anal
  • Ardência ou queimação anal
  • Receio de evacuar por causa da dor
  • Protuberância de pele na borda da fissura (papila hipertrófica)

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